

A nova retroescavadeira hidráulica de 17 toneladas que custou em torno R$ 400 mil, está dando o que falar em Aceguá. Tanto que o fato virou alvo de Comissão Especial de Inquérito na Câmara de Vereadores. Tudo porque a máquina que estava a trabalho no interior do município ao tentar fazer a travessia no arroio do Tamanduá afundou e quase ficou submersa na água.
A oposição do governo municipal não deixou o caso passar em branco. Alguns chegaram a acusar que a retroescavadeira ficou uma semana dentro do arroio.
O vereador Edmundo Pichler (PMDB) propôs a criação da Comissão Especial de Inquérito para investigar o que de fato ocorreu com a máquina que foi adquirido por meio do Fórum Regional de Desenvolvimento das Águas e Combate a Estiagem. A retroescavadeira que chegou ao município em novembro do ano passado, é para atender a as necessidades de produtores rurais de Aceguá, Candiota e Hulha Negra. Pichler justificou que os vereadores ouviram o clamor da população em função do que havia ocorrido com a retroscavadeira. Foi feita uma reunião preliminar para criação da comissão que tem como membros além de Edmundo Pichler os vereadores, Reovaldo Rodrigues, do PT e Helmut Kroker, do PSDB.
O vereador do PMDB, falou que a finalidade é investigar o que de fato aconteceu com a retroescavadeira que foi adquirida para abrir açudes no interior dos três municípios.
O que diz a prefeitura
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O secretário municipal de Desenvolvimento, Willi Janzen de forma muito tranqüila explicou passo a passo o que ocorreu e as providências que foram tomadas. Ele explicou que essa retroescavadeira de 17 toneladas precisa de uma esteira para ser transportada e que por enquanto o município não conta com esse meio de transporte. Em razão disso, a máquina estava realizando o trabalho de cascalhamento na sede de Aceguá. Janzem contou que a população começou a cobrar porque a máquina estava em desvio de função – já que ela foi adquirida para abrir açudes. Frente a essa situação, o secretário pediu o auxílio do Exército para transportar retorescavadeira até o Tamanduá onde começou a fazer o serviço de limpeza dos açudes nas propriedades rurais. Segundo Janzen, nesse local existe uma grande concentração de peque-nos produtores rurais. O trabalho começou no dia 17 de fevereiro.
O secretário explica que como as casas ficam próximas uma das outras, a máquina podia se locomover de uma propriedade a outra.
No dia 21 de fevereiro, foi quando ocorreu o incidente. Ao terminar o serviço em uma das propriedades, o operador da máquina tinha que fazer a travessia do arroio do Tamanduá. Segundo o secretário, antes o funcionário foi averiguar as condições de travessia e os moradores o informaram que o arroio servia de passagem para tratores e o gado. “O operador verificou o leito que era de pedregulho firme com uma pequena correnteza. No momento em que a máquina entrou no arroio o pedregulho cedeu e havia um lodo no fundo, quando a restrosecavadeira afundou representou a água”, disse o secretário.
Nesse momento, o opera-dor desligou a máquina para evitar danos no motor.
Operação de guerra
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Willi Janzen afirma que assim que ocorreu o incidente foram tomadas às providências para retirar a máquina de 17 toneladas do local. Num primeiro momento foram contatados os técnicos da empresa que fabricou a máquina para saber quais eram os procedimentos para retira-la da água sem causar danos.
Um dia depois do incidente foram deslocados dois tratores até o local para tentar resgatar a restroescavadeira. Como não foi possível remove-la nos dois dias seguintes foi necessário preparar um acesso especial ao arroio.
No dia 26, tentaram novamente retira-la e mais uma vez não foi possível. A operação de guerra continuou no dia 27, quando foram tratores da Capil e mais uma patrola para puxar a máquina atolada no arroio. “Ai sim foi possível tirar”, disse o secretário. Segundo ele, toda a operação de resgate levou uma semana, sem intervalo no feriado de Carnaval.
As peças eletrônicas da retroescavandeira foram levadas para secar numa estufa em Porto Alegre. Janzen afirma que a prefeitura está trabalhando para que permaneça a garantia original da máquina. “Tomamos todas as precauções”, garantiu o secretário.
Causas
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Questionado se funcionário tinha qualificação para operar a máquina, o secretário municipal de Desenvolvimento afirmou que sim. Ele garantiu que o servidor procedeu de acordo com as ordens que recebeu. A prefeitura abriu sindicância para apurar as causas do incidente. “Queremos que de forma mais segura a máquina volte a funcionar”, disse Janzen. Quando ao cronograma estabelecido para o serviço nas propriedades rurais, o secretário garantiu que todos serão aten-didos.


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