domingo, 30 de março de 2008

Prefeitos da região discutem problemas do lixo

Representantes de Aceguá, Bagé, Candiota, Caçapava do Sul e Dom Pedrito estiveram presentes no encontro, que aconteceu em Bagé. Na oportunidade foram apresentadas as políticas do governo federal para a questão dos resíduos sólidos e os fundamentos para a elaboração do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS), que visa mudar o contexto especificado por Luis Henrique Nascimento, consultor ambiental da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, "O lixo, que é um dos grandes vilões do meio ambiente, sempre foi um problema colocado em segundo plano no Brasil".
Na reunião foi discutida a possibilidade da criação de um consórcio público de saneamento para destinação adequada dos resíduos sólidos produzidos pelos municípios da região da campanha. Nascimento disse que os recursos financeiros para estabelecer a parceria existem, e é de interesse do governo federal realizar este planejamento para solucionar os problemas do lixo.
A liberação dos recursos depende de algumas etapas. A primeira delas é organizar e fazer um diagnóstico técnico sobre o tema em cada município interessado. "O objetivo desta reunião é propor os procedimentos para que os municípios venham a acessar estes recursos", explicou Nascimento. De acordo com o consultor, o município que vai receber o lixo ainda não está definido, mas há possibilidade de que seja Bagé a assumir o encargo. A cidade já possui a estrutura do aterro sanitário e, pelo que foi discutido, necessitaria apenas a ampliação do local. "Municípios menores, como Hulha Negra e Aceguá, ao invés de montar uma estrutura própria para receptar os resíduos sólidos, poderiam destinar o lixo para o aterro sanitário de Bagé", sugeriu Nascimento.
Com a concreta implementação do plano, Nascimento disse que a região sofrerá muito menor impacto ambiental. Projetos do governo federal pretendem estimular a reciclagem e a coleta seletiva.
O prefeito de Bagé Luiz Fernando Mainardi destacou que a cidade precisou de 200 anos para resolver o problema histórico do lixo com a construção do aterro sanitário, "agora precisamos tentar resolver em conjunto o problema regional".

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